Adriano Sousa Lopes é o pintor oficial do Corpo Expedicionário Português que pediu ao ministro da Guerra para o enviar para a frente de batalha na Flandres.
Nem só de armas vivem os soldados portugueses na Primeira Guerra Mundial, houve quem tivesse levado o cavalete de pintura e travasse uma outra batalha: a de perpetuar as imagens dos homens das trincheiras e o lado menos heróico da guerra.
Adriano Sousa Lopes, nascido em Vidigal, Leiria, mas a viver em Paris desde 1903, chegou ao norte de França em setembro de 1917 e, apesar de um período inicial de grande frustração por não estar na primeira linha, acabou por conseguir ir para as trincheiras.
Agora, realiza inúmeros desenhos e gravuras a água-forte. Relatos de outros soldados contam que Adriano pinta telas com o cavalete montado na linha da frente, alheio aos rebentamentos de bombas e aos tiros à sua volta.
