António Joaquim Henriques, Oficial da 1ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial descreve a vida nas trincheiras lamacentas em França como “sepulturas em vida”.
As trincheiras são um “labirinto de valas lamacentas”, ligadas por postos que, à noite, se fecham com arames farpados, transformando-se “numa espécie de sepulturas em vida”, descreve o capitão António Joaquim Henriques, que integra a 1ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial.

Capitão António Joaquim Henriques
O capitão embarcou aos 28 anos para França como alferes comandante de um pelotão do Regimento de infantaria n.º 28, da Figueira da Foz, e combate desde 26 de fevereiro nas trincheiras francesas.
Uma das “rotinas” nas trincheiras é a saída para as patrulhas da noite, viagem “ultra tenebrosa em que tantas voltas se dá que a certa altura já não se sabe para que lado fica o inimigo”, explica.
O capitão recorda o dia 13 de Setembro de 1917 em que sete soldados se reuniram em grupo para comerem o seu rancho quando o inimigo resolveu bombardear.