A I Guerra Mundial foi a chave para o crescimento do futebol feminino em Inglaterra. Como muitos homens foram para o campo de batalha, a mulher entrou no mercado de trabalho e eram muitas fábricas que tinham as suas próprias equipas de futebol, algo que até então era privilégio dos homens.

O futebol serviu, assim, para quebrar barreiras sociais e se as mulheres passavam a ocupar cada vez mais os lugares dos homens nas indústrias. A produção de itens bélicos essenciais intensificou-se a partir de 1914, graças à força das mulheres que participavam na produção de munições, equipamentos de guerra, navios, roupas especiais e mantimentos. Da mesma forma como foram absorvidas por trabalhos praticamente exclusivos aos homens, também puderam experimentar um desporto até então masculino.
O grande salto do futebol feminino aconteceu em 1917. Naquele ano, nasceu a Challenge Cup, conhecida também como Munitionettes’ Cup, por envolver as trabalhadoras da indústria de munições. Nete jogo, 22 mil pessoas assistiram à vitória do Blyth Spartans sobre o Teeside por 5 a 0, um jogo realizado no Ayresome Park, o estádio do Middlesbrough. Entre as estrelas da equipa estavam Bella Reay, marcadora de mais de 130 golos naquela campanha, e Jennie Morgan, que foi diretamente do seu casamento para um jogo onde marcou dois golos.