Desertor português foi fuzilado

O soldado português João Augusto Ferreira de Almeida foi fuzilado pelas forças portuguesas após ter sido acusado de traição por ter tentado fugir do campo de batalha, passando para terra de ninguém, para procurar um elemento das tropas inimigas alemãs.

João Almeida procurava encontrar-se com um alemão que teria sido seu antigo patrão, com quem tinha boas relações. O desertor ainda procurou comprar o silêncio dos camaradas portugueses para passar para campos inimigos, mas acabou por ser denunciado e posteriormente capturado pelos seus superiores.

Alguns relatos no local sugerem que quem motivou a condenação por fuzilamento não foram tanto os portugueses mas sim os britânicos que quiseram usar o soldado português para dar o exemplo às tropas inglesas e francesas no local.

Portugal sai derrotado da Batalha de La-Lys

Um dos maiores desastres militares portugueses aconteceu a 9 de abril de 1918, num confronto militar entre forças portuguesas e alemãs. Nesta batalha próxima da região da Flandres, Bélgica registaram-se cerca de 9000 perdas entre mortos, feridos e prisioneiros do Corpo Expedicionário Português (CEP).

O insucesso desta batalha que marcou negativamente a participação portuguesa na I Grande Guerra explica-se pela supremacia alemã em termos de número de militares e de tecnologia militar. Ao mesmo tempo a baixa moral do exército português fruto do retorno a terras lusas de alguns oficiais com experiência militar, deixou também a sua marca.

Paralelamente o retrocesso das tropas britânicas, que inicialmente iriam alinhar lado a lado com o CEP, deixou os militares lusitanos mais expostos perante a imponente ofensiva alemã.

O desfecho da batalha era já esperado pelos oficiais responsáveis pelo CEP, General Gomes da Costa e General Sinel de Cordes, tendo sido por várias vezes comunicado ao governo português o eventual resultado da batalha.