Portugal sai derrotado da Batalha de La-Lys

Um dos maiores desastres militares portugueses aconteceu a 9 de abril de 1918, num confronto militar entre forças portuguesas e alemãs. Nesta batalha próxima da região da Flandres, Bélgica registaram-se cerca de 9000 perdas entre mortos, feridos e prisioneiros do Corpo Expedicionário Português (CEP).

O insucesso desta batalha que marcou negativamente a participação portuguesa na I Grande Guerra explica-se pela supremacia alemã em termos de número de militares e de tecnologia militar. Ao mesmo tempo a baixa moral do exército português fruto do retorno a terras lusas de alguns oficiais com experiência militar, deixou também a sua marca.

Paralelamente o retrocesso das tropas britânicas, que inicialmente iriam alinhar lado a lado com o CEP, deixou os militares lusitanos mais expostos perante a imponente ofensiva alemã.

O desfecho da batalha era já esperado pelos oficiais responsáveis pelo CEP, General Gomes da Costa e General Sinel de Cordes, tendo sido por várias vezes comunicado ao governo português o eventual resultado da batalha.

Adriano Sousa Lopes é o pintor-soldado

Adriano Sousa Lopes é o pintor oficial do Corpo Expedicionário Português que pediu ao ministro da Guerra para o enviar para a frente de batalha na Flandres.

Adriano Sousa Lopes desenhando na frente de batalha

Adriano Sousa Lopes desenhando na frente de batalha

Nem só de armas vivem os soldados portugueses na Primeira Guerra Mundial, houve quem tivesse levado o cavalete de pintura e travasse uma outra batalha: a de perpetuar  as imagens dos homens das trincheiras e o lado menos heróico da guerra.

Adriano Sousa Lopes, nascido em Vidigal, Leiria, mas a viver em Paris desde 1903, chegou ao norte de França em setembro de 1917 e, apesar de um período inicial de grande frustração por não estar na primeira linha, acabou por conseguir ir para as trincheiras.

Agora, realiza inúmeros desenhos e gravuras a água-forte. Relatos de outros soldados contam que Adriano pinta telas com o cavalete montado na linha da frente, alheio aos rebentamentos de bombas e aos tiros à sua volta.

Os efeitos da derrota em La Lys

Um dos maiores desastres militares portugueses aconteceu a 9 de abril de 1918, num confronto militar entre forças portuguesas e alemãs. Nesta batalha próxima da região da Flandres, Bélgica registaram-se cerca de 9000 perdas entre mortos, feridos e prisioneiros do Corpo Expedicionário Português (CEP).

Fotografia com milhares de portugueses feitos prisioneiros na batalha de La-Lys em 1918

Fotografia com milhares de portugueses feitos prisioneiros na batalha de La-Lys em 1918

O insucesso desta batalha, que marcou negativamente a participação portuguesa na I Grande Guerra, explica-se pela supremacia alemã em termos de número de efetivos e de tecnologia militar.

Ao mesmo tempo, a baixa moral do exército português, fruto do retorno a terras lusas de alguns oficiais com experiência militar, deixou também a sua marca.

Paralelamente, o retrocesso das tropas britânicas, que inicialmente iriam alinhar lado a lado com o CEP, deixou os militares lusitanos mais expostos perante a imponente ofensiva alemã.

O desfecho da batalha era já esperado pelos oficiais responsáveis pelo CEP, General Gomes da Costa e General Sinel de Cordes, tendo sido por várias vezes comunicado ao governo português o eventual resultado da batalha.

Soldado telegrafista português conta como foi a Batalha de La Lys

A 9 de abril de 1918 as tropas portuguesas defrontaram-se na região da Flandres, no vale da ribeira de La Lys, sofrendo uma pesada derrota contra os alemães, que ceifou a vida a muitos jovens portugueses.

João Francisco Rosa, soldado-telegrafista português, um dos sobreviventes da batalha acredita que só está vivo “devido à proteção divina”, conta. Recorda que saiu da pequena caverna onde estava escondido apenas com o que tinha no corpo, sem ter podido salvar nada.

Neste momento não sabe do paradeiro de muitos dos seus colegas que julga terem perdido a vida.

João Francisco Rosa antes de partir para França