Manifestação contra a Guerra em Mafra

Uma revolta anti‐guerrista no convento de Mafra apelou à adesão de outras unidades para derrubar o governo por este ser a favor da Guerra.

Um oficial de Mafra arrastou consigo parte da unidade de Mafra distribuindo armas a civis e barricando‐se nas instalações do convento. Em seguida, os revoltosos de Mafra acabaram por sair da vila em direcção a Torres Vedras, mas foram interceptados por uma força militar governamental que os disperçou depois de um tiroteio. No seguimento foram saqueados vários jornais da oposição ao Governo por grupos de civis armados.

Decreto 963 condena opositores à Guerra

A 22 de outubro de 1914 foi publicado o Decreto 963 sobre o posicionamento que o regime teria perante os que fossem contra a Guerra.

Devido a uma revolta na unidade de Mafra, o Governo considerou condenável a atitude perante “o estado de guerra em que se encontram algumas nações, e no qual poderemos ter de tomar parte, em virtude de tratados que por todas as formas nos cumpre honrar”.

Tendo isso em conta, ficou estabelecido que os implicados deverão ser submetidos “julgamento sumário” pelos crimes de “traição, espionagem, cobardia, insubordinação, rebelião, saque e devastamento”, sendo criado um tribunal militar próprio para esse fim.

Manifestação contra a Guerra em Mafra

Uma revolta anti-guerrista no convento de Mafra apelou à adesão de outras unidades para derrubar o governo por este ser a favor da Guerra, no dia 20 de outubro. 

Um oficial de Mafra arrastou consigo parte da unidade de Mafra distribuindo armas a civis e barricando-se nas instalações do convento. Em seguida, os revoltosos de Mafra acabaram por sair da vila em direção a Torres Vedras, mas foram intercetados por uma força militar governamental que os dispersou depois de um tiroteio. No seguimento foram saqueados vários jornais da oposição ao Governo por grupos de civis armados.