Com a entrada de Portugal na 1.ª Guerra Mundial, muitas mulheres portuguesas saíram do país para cuidar dos soldados portugueses. Conhecidas por “Damas Enfermeiras” foram consideradas heroínas, pela disponibilidade que demonstraram.

Em 1916, altura em que o papel da mulher se restringia às tarefas domésticas, muitas portuguesas da alta sociedade quiseram ser enfermeiras voluntárias, tendo por isso sido testemunhas do conflito armado. Maria Francisca Machado, filha do então presidente da República Bernardino Machado, foi “Dama Enfermeira”, tendo servido nos hospitais de campanha do Corpo Expedicionário Português, em Flandres.
Na sequência do apoio das “Damas Enfermeiras” em França, o Governo português criou, em 1918, as escolas de enfermagem de Lisboa e Porto.

