“Damas enfermeiras” apoiaram soldados portugueses em Flandres

Com a entrada de Portugal na 1.ª Guerra Mundial, muitas mulheres portuguesas saíram do país para cuidar dos soldados portugueses. Conhecidas por “Damas Enfermeiras” foram consideradas heroínas, pela disponibilidade que demonstraram.

Em 1916, altura em que o papel da mulher se restringia às tarefas domésticas, muitas portuguesas da alta sociedade quiseram ser enfermeiras voluntárias, tendo por isso sido testemunhas do conflito armado. Maria Francisca Machado, filha do então presidente da República Bernardino Machado, foi “Dama Enfermeira”, tendo servido nos hospitais de campanha do Corpo Expedicionário Português, em Flandres.

Na sequência do apoio das “Damas Enfermeiras” em França, o Governo português criou, em 1918, as escolas de enfermagem de Lisboa e Porto.

Futebol feminino na Guerra

A I Guerra Mundial foi a chave para o crescimento do futebol feminino em Inglaterra. Como muitos homens foram para o campo de batalha, a mulher entrou no mercado de trabalho e eram muitas fábricas que tinham as suas próprias equipas de futebol, algo que até então era privilégio dos homens.

O futebol serviu, assim, para quebrar barreiras sociais e se as mulheres passavam a ocupar cada vez mais os lugares dos homens nas indústrias. A produção de itens bélicos essenciais intensificou-se a partir de 1914, graças à força das mulheres que participavam na produção de munições, equipamentos de guerra, navios, roupas especiais e mantimentos. Da mesma forma como foram absorvidas por trabalhos praticamente exclusivos aos homens, também puderam experimentar um desporto até então masculino.

O grande salto do futebol feminino aconteceu em 1917. Naquele ano, nasceu a Challenge Cup, conhecida também como Munitionettes’ Cup, por envolver as trabalhadoras da indústria de munições. Nete jogo, 22 mil pessoas assistiram à vitória do Blyth Spartans sobre o Teeside por 5 a 0, um jogo realizado no Ayresome Park, o estádio do Middlesbrough. Entre as estrelas da equipa estavam Bella Reay, marcadora de mais de 130 golos naquela campanha, e Jennie Morgan, que foi diretamente do seu casamento para um jogo onde marcou dois golos.