O Soldado Desconhecido

“No dia 9 de Abril de 1921 foram conduzidos para o Mosteiro da Batalha, Templo da Pátria, os dois Soldados Desconhecidos, vindos da Flandres e da África Portuguesa representando os gloriosos mortos das expedições enviadas aos referidos teatros de operações e simbolizando o sacrifício heróico do Povo Português.”

Homenagem aos Soldados Desconhecidos, realizada em 10 de Abril de 1921: as mães de soldados mortos na guerra.

Homenagem aos Soldados Desconhecidos, realizada em 10 de Abril de 1921: entrada no Mosteiro da Batalha das 90 bandeiras que escoltaram os caixões dos Soldados Desconhecidos (um vindo da Flandres e o outro de África).

As mulheres cujos filhos estão dados como desaparecidos na guerra. Representando as viúvas, de negro, acompanhando o féretro do soldado morto. Funeral dos Soldados Desconhecidos, Pintura de 1927, Sousa Lopes

Um em cada seis soldados britânicos era indiano

No âmbito das comemorações do I Centenário da I Guerra Mundial muitos historiadores se têm debruçado sobre inúmeros aspectos da Guerra nunca antes estudados.

Recentemente, estudos têm-se dedicado a avaliar a participação de povos não europeus na Guerra. Uma das conclusões a que se chegou foi que cerca de 1,5 milhões de indianos se voluntariaram para participar na Guerra.

Em concreto, na Grã-Bretanha, um em cada seis soldados era indiano e Sikh, uma religião monoteísta. A exposição Empire, Faith & War: The Sikhs and World War One patente na School of Oriental and African Studies in London no ano passado, demonstrou a forte presença desses homens na Guerra.